A Professora e o Todo Enfiado

A polêmica da vêz na Bahia é o caso da professora de educação física que foi filmada dançando em cima do palco um pagode e que teve sua dança publicada no Youtube.

O Jornal Correio da Bahia publicou uma reportagem explicando todo o caso.

Não quero emitir juizo de valor sobre o fato de ser certo ou não a professora ter sido demitida (ou ter pedido demissão) ou se é certo ou errado dançar como ela dançou em público.

Mas o que quero comentar é o seguinte: as pessoas não estão acostumadas ainda com a natureza humana atual. As pessoas acham que somos apenas seres biológicos, enquanto que na verdade, somo Cyborgs (ciborgues), como eu explico rapidamente nesta outra postagem.

– O que isso quer dizer?

Quer dizer que, por exemplo, a nossa visão e nossa memória não se limitam mais ao olho ou ao cérebro. Nós podemos ver com mais precisão utilizando câmeras filmadores (e celulares que filmam), e podemos gravar em uma memória particular ou em uma memória compartilhada ou super-ampliada (como o Youtube), a ponto de poder usar esta informação posteriormente para produzir conhecimento (a atual e muito falada Inteligência Coletiva).

– O que isso modifica no meu dia-a-dia?
O caso da professora seria talvez um bom exemplo. A imagem acima mostra o baile em que o presidente americano Barak Obama participou. E vemos que as pessoas não estão apenas olhando com seus olhos biologicos, naturais, e nem estão apenas armazenando o evento, a vivênvia, em seus cérebros. E é isso que acontece no nosso dia-a-dia.
Quando estamos em público, sempre há alguém nos vendo, memorizando o que estamos fazendo. As vezes, a pessoa coloca o fato corriqueiro em uma memória cerebral de curta duração e esquece, pois não é importante. Mas e quando é algo curioso ou engraçado? A gente faz questão de memorizar para contar para os amigos, compartilhar, pois o homem é comunicativo, social.
Porém, hoje somos ciborgues, e por isso, devemos ter mais cuidado, pois o esquecimento, quando a informação é armazenada na memória coletiva, não é algo rápido. As vezes continua lá… e basta dar uma pesquisada no Google que relembramos o passado.

Se a professora de educação física tivesse um pouquinho mais de conhecimento sobre a natureza ciborgue-humana, talvez ela teria tomado certos cuidados ao subir no palco para dançar a tal música “Toda enfiada”, afinal, ela viu os celulares, ela viu que as pessoas estavam utilizando as próteses tecnológicas. O vídeo da professora já foi visto por mais de 100 mil pessoas. E isso é só parte do poder da memória coletiva, ou da memória naturalmente super-ampliada de ciborgues que temos atualmente. Nenhum boato natural atingiria com tanto poder esta quantidade de pessoas.

Não somos apenas seres biológicos, e isso afeta a ética, a privacidade, a liberdade.
Temos que repensar tudo isso, à medida que reconhecemos quem somos de verdade.

Mas não pensem que somente cidadãos comuns cometem esse erro. Famosos também.
Veremos isso no próximo post.

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