Estamos vivendo em uma época de rápidas mudanças, e a internet tem sido uma das principais forças que impulsionam boa parte das mudanças. Depois que, em 2004, o termo Web 2.0 surgiu e a partir daí, conseguimos entender que não era só uma moda ou uma nova bolha, mas sim, a forma como o ser humano se comporta nessa nossa Era do Conhecimento, começaram a surgir novos termos, como Saúde 2.0, Governo 2.0, e agora, e tempos de eleições, Eleições 2.0.
Se estamos em uma Sociedade 2.0, onde o cidadão está cada vez mais participativo na rede, interagindo via twitter, blogs, facebook e outras mídias sociais com os políticos, cobrando deles, nada mais justo do que exigir um Governo 2.0.
O IGov Brasil, em um artigo sobre o Governo 2.0, explica o que podemos esperar de um Governo 2.0:
- Gestão centrada no cidadão
- Governo único e em rede
- Coprodução de serviços
- Funcionário web
- Facilidade de uso
- Novas métricas de qualificação dos serviços eletrônicos
- Aplicações para a melhoria de serviços públicos
- Aplicações para a melhoria de políticas públicas
Temos vistos muitos exemplos de inovações na gestão pública através de ferramentas 2.0, como mostra o artigo “Da web 2.0 para o governo 2.0 pelas mídias sociais“, seguindo, mesmo que tardiamente, uma mudança que é inevitável. O relatório criado pelo TerraForum também mostra uma série de exemplos no Brasil e no mundo sobre o Governo 2.0. A pergunta então é: Haverá, de fato, um Governo 2.0? Ou simplesmente se parecerá, externamente, 2.0, mas na prática, continuará a mesma coisa?
Os candidatos, nestas eleições de 2010, estão apostando muito na rede. Dilma, José Serra, todos já realizando campanhas no twitter, youtube… hoje mesmo será o lançamento da rede social utilizada pelo candidato José Serra para se criar um “Governo Colaborativo”, como ele mesmo chama. É a rede “Proposta Serra“. Admiro a estratégia, mas… ela será, em um primeiro momento, apenas para especialistas, e não para a população em geral.
Mudar a tecnologia mas não mudar o método não adianta nada, como o vídeo da postagem “Inclusão Digital?” mostra.
Assim, pergunto a vocês:
Mesmo diante das mudanças no governo e das inovações que tendem para um Governo 2.0, vocês acreditam ser possível, implantar na prática, um 2.0 na Gestão Pública?
Como vocês poderiam propor um Governo 2.0? E se fossem candidatos, como fariam estas Eleições 2.0?




junho 12th, 2010 at 6:53 PM
“Mesmo diante das mudanças no governo e das inovações que tendem para um Governo 2.0, vocês acreditam ser possível, implantar na prática, um 2.0 na Gestão Pública?”
Sabendo-se que são características de um governo 2.0:
1 – Participação mais ativa da população na formulação das políticas públicas;
2 – Maior disponibilização ao público dos atos governamentais, a chamada Transparência Pública ;
3 – Gestão centrada no cidadão;
4 – Servidores priorizando o trabalho em equipe;
A meu ver, é possível, sim, a implantação de um Governo 2.0 no Brasil.
“Como vocês poderiam propor um Governo 2.0? E se fossem candidatos, como fariam estas Eleições 2.0?”
A proposta de um Governo 2.0 deve ter como objetivo a implantação de novas tecnologias como soluções da prática institucional pública, baseadas, principalmente, na gestão centrada no cidadão, no governo em rede, na co-produção de serviços e nas aplicações para melhoria dos serviços públicos e das políticas públicas . Nestas eleições de 2010, a realização de campanha via internet proporcionará muitas vantagens para os candidatos, em função da grande quantidade de pessoas tomarem ciência de seus planos de governo, como também possibilitar a interação do candidato com seu potencial eleitor.
junho 13th, 2010 at 5:25 PM
Creio que não será uma tarefa simples a mudança de paradigma da forma atual, baseada na pessoalidade, favoritismo e ausência de transparência para a forma 2.0 – baseada na transparência e colaboração. Porém, certamente é possível e alguns sinais já deixam claro que esse é o desejo da sociedade.
Os atuais modelos e ferramentas usadas pelos governos já não atendem às demandas e mudanças são necessárias. Muito embora ainda não saibamos exatamente para onde ir, sabemos que não devemos ficar parados. A GCI traz uma abordagem nova para a administração pública: o trabalho em rede com a participação de várias pessoas contribuindo com suas próprias idéias. Esse modelo é muito rico mas ao mesmo tempo absolutamente diferente dos modelos praticados até agora, especialmente no Judiciário. Precisamos de um pouco de ousadia para implementar tais mudanças e a sociedade brasileira agora, fortalecida pelo recente sucesso obtido com a aprovação da lei de iniciativa popular da “Ficha Limpa”, sabe que é capaz de promover as mudanças necessárias.
junho 14th, 2010 at 12:01 PM
Acredito que essas mudanças no Governo e das inovações que tendem para um Governo 2.0 são produtos de uma mudança em curso no comportamento da sociedade brasileira que, exercitando e instrumentalizando os direitos permeados na Constituição com as novas ferramentas de difusão e construção do conhecimento disponíveis, impelem verdadeira mudança social.
Assim, entendo que a implantação é questão apenas tempo, correlacionado com a evolução social.
Ao olharmos numa perspectiva marxista, contudo, não podemos desconsiderar a evolução histórico-social que implicará no surgimento de forças antagônicas (antítese), provocando novas transformações que resultarão numa nova conformação social (síntese).
Como candidato abriria espaços (chat, twiter, blogs, etc.) para maior participação dos cidadãos na identificação dos problemas considerados mais importantes pela sociedade, estimulando-os a apresentar sugestões para sua minimização, mantendo, se eleito, os referidos canais, com foco na gestão participativa.
junho 14th, 2010 at 3:21 PM
1. Teoricamente, no plano das conjecturas, as mudanças cogitadas com fim precípuo de adoção de processo, prática e conhecimento 2.0 na Gestão Pública são absolutamente possíveis. Há de se contornar, no entanto, todos os empecilhos que inerentes a tais transformações, além daqueles impostos por todos que se contentam e se acomodam com o “status quo”, digo, com o paradigma enraizado.
O processo na busca de Gestão Pública 2.0 requer crescentes mudanças n sociedade, demanda mais e mais democratização, privilegiando a transparência e o respeito aos direitos individuais e coletivos.
2.Um governo voltado para a implantação de práticas e serviços de excelência, em que não se medissem esforços em busca da melhor prestação, do melhor servir a todos. De que maneira poderiam ser alcançados tais objetivos? Ouvindo a todos, auscultando (porque detalhadamente) o que e para que a coletividade deseja as ações governamentais.
As eeições seriam feitas utilizando-se de todas as mídias (óbvio) com as quais se tem contado, momente com a internete, cujo papel preponderante nas comunicações de plataformas e captção de eleitores foi recentemente descoberto, além de outras formas de comunicação com os possíveis eleitores e sua inegração à campanha.
junho 15th, 2010 at 10:04 AM
Acredito que as mudanças já estão gradativamente ocorrendo, porém apenas a implantação do governo 2.0 não é o bastante para o sucesso desta nova forma de fazer política, mas sim quando somado a um amplo acesso do cidadã , aumento da capacidade do discernimento e do nivel de informação destes. Não adianta informar se o seu interlocutor não entender o que está sendo comunicado se tornado mensagem inútil.
A minha proposta seria: em concomiância com a ação de abrir os espaços virtuais como twiter, facebook e foruns virtuais a fim de democratizar o acesso as informações e aumentar a transparência se faz necessário investimento vultoso em educação, e conscientização político-social para que as pessoas entendam o que está sendo informado e capacitando-as para um melhor julgamento e consequentemente melhores escolhas objetivando a maior interação social.
junho 16th, 2010 at 2:07 PM
POR GENTILEZA CONSIDERAR O TEXTO ABAIXO:
No meu entendimento a implantação do Governo 2.0, no Brasil, ainda tem um bom caminho a percorrer para se tornar uma realidade em sua plenitude.
Acredito ser de suma importância a disseminação dos canais de participação do cidadão. Através deles é possível a expressão de opiniões e anseios que outrora não seriam possíveis. Os gestores por sua vez têm em mãos uma ferramenta valiosa. Instantaneamente podem colher dados e informações que poderão determinar o rumo da sua administração.
Contudo, pondero se de fato todos estão participando efetivamente desse processo. A internet, apesar dos milhares de “cyber espaços” espalhados pelo Brasil, ainda não está disponível para todos. Ela, no meu entendimento, ainda está longe de traduzir o que a maioria pensa, deseja, precisa.
Portanto, embora inegável seja seu valor, é preciso estar atento para tudo que é “postado” especialmente porque existem vozes que ali não estão. Uma implantação efetiva de um Governo 2.0 exige uma efetiva Sociedade 2.0. É essa que, ao meu ver, deve ser perseguida e estimulada. Inclusão digital de todos requer, antes de mais nada, educação.
Sendo candidata, sem dúvidas lançaria mão dos recursos que a web disponibiliza. Tendo, porém, a certeza de que há muito mais a se considerar do que o que ali se expressa.
junho 16th, 2010 at 11:47 PM
A adequação do Governo às rápidas modificações tecnológicas pode ser mensurada pelos gastos públicos(por vezes, exarcebados), no afã de acompanhar a aceleradíssima transformação tecnológica. Investir em moderna tecnologia e capacitar a máquina estatal não são pressupostos ou indicativos de que a gestão governamental passe a implementar um Governo 2.0, afinal é apenas parte da engrenagem, ou seja, é a instrumentalização do Estado ou, ainda, a ingerência apenas do capital estrutural, podendo ou não os demais coexistirem (capital intelectual e de cliente). Apesar de tais afirmativas, acredito ser necessário investir para a consolidação de um Governo 2.0, haja vista que o Estado moderno deve estar, senão à frente, em consonância com as transformações sociais. Caso fosse candidata a algum cargo público, logicamente lutaria com as mesmas armas dos opositores e acompanharia a evolução dos meios tecnológicos, divulgando as minhas metas de campanha de acordo com o público-alvo (horário gratuito na tv e rádio para as pessoas sem acesso à internet; twitter, blog e formspring para o eleitor jovem, etc…).
junho 19th, 2010 at 12:27 AM
Há como implantar um 2.0 na Gestão Pública, para se alcançar isso deve-se haver uma mundança na forma em que governantes administram. Em muitas vezes mantem-se alheios aos novos avanços tecnológicos, e com um novo paradigma para a nova realidade social, em que o País está atravessando.
O 2.0 na Gestão Púlbica veio para desmistificar e propor o avanço em que tendem a dar maior enfâse, para efetivação das políticas públicas em que , também as redes de assistenciais social.
A eleição 2.0 dever ser feita de forma que englobe toda a sociedad. Um governo com uso de estrátegias, em que possam ter mais participação de todos, em que se possa demonstrar todos as dificuldades tanto no aspecto interno e como no externo do governo.
junho 19th, 2010 at 7:40 AM
No Brasil atual, não acredito na efetividade, na prática, do governo 2.0, visto que esta ferramenta não teria grande alcançe nas camadas da sociedade que estão próximas ou na linha de pobreza e que constitui grande parcela da população. As pessoas com acesso à rede, com consciência cidadã e política poderiam levantar questões relevantes e conduzir discussões importantes para melhoria das condições de vida da população, melhor aplicação de recursos públicos, cobrar execução de programas de governo, porém, na minha opinião, o alcance destes objetivos está condicionado a algo que é intrínseco ao ser humano e não é influenciado pelo desenvolvimenbto tecnológico e sim, por valores morais e éticos que não permitam que o político coloque os seus interesses particulares acima do interesse público.
Acho que um governo 2.0 só funcionaria em nosso país quando a classe social excluída do acesso a educação e informação passasse por um trabalho de base nas escolas voltado também para formação de cidadãos cientes de seus direitos e obrigações, conhecedores do funcionamento do estado, para que desenvolvessem um senso crítico em relação à sociedade em que estão inseridos, para que assim, tendo eles acesso à tecnologia, pudessem participar do processo, opinando e contribuindo para a efetivação de tal governo.
Em razão do exposto, não acho que o Brasil atual comporta eleições 2.0.
junho 20th, 2010 at 10:51 AM
Os sinais de que o Brasil caminha para implementação de um governo 2.0 são claros, porém há um longo caminho a percorrer. A globalização impõe que todos os setores da sociedade se adaptem a essa nova realidade regida por avanços tecnológicos.
Um governo 2.0, no meu entendimento, está aberto à interação social, à transparência, à participação ativa dos cidadãos. A utilização de cyber espaços permite ao governo a exposição de suas estratégias aos indivíduos sociais, ao tempo em que, por feedback, consegue perceber os efeitos na coletividade e o que precisa ser aprimorado para estabelecer uma gestão pública eficaz. Portanto, concordo que é possível implantar uma gestão pública 2.0 no Brasil até porque é um rumo seguido por todos os países desenvolvidos e em desenvolvimento, que percebem no capital intelectual formas de alcançarem seus objetivos. Acredito que a tecnologia de informação só tem a favorecer porque permite uma ativa participação social, a facilitação do acesso aos serviços públicos pelo seu usuário, sem contar a divulgação de informações essenciais para a sociedade que anseia por respostas às suas necessidades como educação, saúde, segurança etc.
No que diz respeito a Eleições 2.0, penso que nada mais é do que uma tendência a ser seguida no mundo moderno, em que impera a tecnologia. A utilização de redes sociais para a divulgação de planos e metas dos candidatos é importante instrumento para alcançar boa parte dos eleitores e permite saber o que pensa o cidadão sobre cada canditado e suas propostas.
junho 20th, 2010 at 10:31 PM
Creio que as mudanças estão acontecendo, e rapidamente. Talvez não da maneira que gostaríamos, com uma consciência de cada brasileiro de seus direitos e deveres. Talvez num futuro não muito distante, quando houver uma educação de boa qualidade para todos, que proporcione o desenvolvimento da inteligência, da compreensão das causas e consequências das ações de cada um, da consciência crítica, que leve cada cidadão, através do voto consciente, da participação efetiva nas decisões que vise à adoção de políticas públicas mais adequadas. A rede carrega a força poderosa da opinião pública, e quem a faz é cada um de nós. Por outro lado, considere-se que há 30 anos ninguém sequer imaginava que dentro de poucos anos estaríamos literalmente plugados no mundo. Hoje há sites governamentais de serviços, certidões on line, urna eletrônica… Só falta mais transparência e honestidade. Que venha o Governo 2.0!
julho 17th, 2010 at 11:49 AM
Não tenho dúvidas, não só da possibilidade de implantação do chamado Governo 2.0, como também da necessidade deste processo. Mas, será que, apesar da iniciativa, há interesse real pela implantação do mesmo ou é mais um engodo? Uma tentativa de mostrar boas intenções e ficar somente nelas! Tenho certeza de que tudo isso advém de uma realidade que aos poucos é imposta pela própria sociedade. Causa-nos preocupação a representatividade que este formato pode ter, ou seja, apesar do constante e crescente aumento de pessoas com acesso à internet, o percentual atingido pode não ser suficiente para representar a vontade popular.
O Governo precisaria implementar, de pronto, uma política de inclusão social e digital com o objetivo de dotar toda a sociedade de igualdade de condições de poder interferir nos rumos do país.
Se fosse candidato, com certeza utilizaria de todos os meios legais disponíveis em prol da candidatura, que posssiblitasse a maior participação popular para melhor elaborar meu o plano de governo.
julho 18th, 2010 at 3:50 PM
Sim. Acredito num goveno 2.0 porque a Internet é um caminho sem volta. Se o mundo está mudando, o governo também mudará. Pode não ser para esta geração mas com certeza em gerações futuras( as dos nossos filhos e netos)elas já não mais questionarão a caduquice da máquina estatal porque o próprio nascimento delas poderá ser repleto de mudanças, como por exemplo, não nascer dentro de um hospital porque o governo disporá de meios para a população ter seus filhos em casa mesmo, com segurança e já terá uma rede ligada a um Centro médico em caso de emergência.A comunicação do governo com o cidadão; o cidadão como sujeito da história do seu País, mais pessoas alfabetizadas via Internet, denúncias, organizações de bairro que se comunicam diretamente pela internet com Câmara de Vereadores para resolver problemas, etc. enfim, coisas do dia- a- dia serão resolvidas entre governo e povo via Internet sem ter que ir para a rua brigar com a polícia. O governo 2.0 estará tão conectado com a população que será mais difícil não cortar com as distorções sociais e descasos dos direitos fundamentais da população brasileira.
julho 19th, 2010 at 10:54 PM
Sim, pois o Governo 2.0 tem o potencial para transformação da dinâmica
do governo com a população, derrubando barreiras e estabelecendo um
dialogo efetivo com a população, entendendo suas necessidades, chamando-os
a participar do processo de tomada de decisão e compartilhando
resultados.
De fato, já há muitas evidências que os princípios, valores e ferramentas que
permeiam a Web 2.0 já estão tendo impactos significativos na gestão
governamental. vários exemplos de organizações governamentais ligadas às atividades de governo estão começando a seguir este caminho. Algumas já estão obtendo resultados tangíveis. Estes exemplos, no entanto, são a ponta do iceberg. O futuro e o impacto do Governo 2.0 estão sendo escritos a todo instante. Sabemos que estamos no começo de grandes mudanças e isto é algo altamente inspirador para todos.
Para um Governo 2.0,Eu promoveria a comunicação e o compartilhamento de conhecimento entre os diversos grupos sociais integrando assim, os diversos grupos sociais à nova estrutura organizacional. Sendo candidato usaria todo o universo midiático na minha campanha, principalmente a WEB.
Katzaman
julho 20th, 2010 at 5:01 PM
Acredito que sim, havendo vontade política para a implantação do Governo 2.0 as coisas andarão mais depressa, pois, mesmo que não houvesse essa aspiração da Administração o próprio avanço tecnológico impeliria como um rolo compressor a prática desta nova ordem. Porém, as dificuldades são enormes, contudo contornáveis uma vez que, as classes menos favorecidas da população que são maioria, não foram devidamente encaminhadas para receberem à “queima roupa” um serviço interativo altamente sofisticado. Por um lado o serviço informatizado traz em seu bojo economia, rapidez e transparência possibilitando ao usuário usufruir da eficiência eletrônica interatuando em processos virtuais. Por outro, a Gestão Pública conheceria mais de perto os anseios de um povo que ele representa. Quanto ao governo ao governo 2.0 proporia um governo totalmente transparente com irrestrita participação popular. Quanto à eleição, extremamente participativa através do universo midiático e cabalmente diáfana.
2º coment.
agosto 12th, 2010 at 11:58 AM
Acredito ser possível sim, a implantação de um 2.0 na Gestão Pública. Ainda que algumas das práticas iniciais vistam apenas a “capa” de Governo 2.0, apontando para mudanças apenas externamente, devemos observar que há um cenário em formação e que a revolução provocada pela web indubitavelmente provocou uma mudança no comportamento de toda a sociedade, hoje muito mais ciente dos seus direitos e deveres, impelindo a adoção, cada vez de forma mais efetiva, de políticas que conduzirão as práticas do governo à adequação das novas demandas da sociedade.
Não podemos negar que a administração pública vem, nos últimos anos, ainda que de forma lenta e cautelosa, assumindo novas formas de gerar e compartilhar informação e conhecimento, a exemplo das práticas de construção do orçamento de forma participativa, onde os cidadãos são instados a opinar sobre como deve ser constituída a proposta orçamentária do seu Município para o exercício vindouro, e da divulgação dos gastos do governo em um site onde toda a sociedade pode acompanhar em que está sendo empregado o dinheiro público.
Portanto, de fato, em resposta ao crescente movimento social em busca do acesso à tecnologia midiática, já observamos alguns exemplos de iniciativas dos governos voltadas à adequação de suas políticas aos novos tempos, tempos em que os cidadãos clamam por novas relações com a gestão pública, mais participação, mais inovação e mais atenção às suas demandas.
Propor um Governo 2.0 implica não só na utilização das inúmeras ferramentas da web 2.0, (Youtube, Facebook, Ning, Twitter, Moodle, criação de blogs, etc.) mas em um acurado planejamento estratégico definindo os reais objetivos, metas, e definição de governança para a efetiva utilização desses canais de comunicação com a sociedade. Implica na disposição real de ouvir e responder, gerando transparência e proximidade entre governo e sociedade.
Se fosse candidata, certamente utilizaria os recursos disponíveis na web para ampliar a participação dos eleitores na formulação da política pública que desenvolveria se eleita, definindo claramente aos usuários quais os benefícios da sua contribuição e até que ponto sua contribuição poderia ser utilizada.
agosto 28th, 2010 at 9:20 AM
Uma nova tecnologia só tem vida longa quando se torna indispensável. É o que vem acontecendo com o uso da informática.
Conforme o texto, o Governo 2.0 toma por base a incorporação de novas tecnologias como soluções da prática institucional pública, capaz de acompanhar o processo de mudança de uma sociedade aberta e atual. Desta forma podemos perceber que acessar a internet estabelece interações, desenvolve e nutrindo o conhecimento do cidadão com a influência tecnológica. A era digital requer realização de ações em contexto distintas e por mídias diferenciadas. As interações que se estabelecem com o uso de diferenciadas mídias também favorecem a construção de conhecimentos uma vez que, segundo Vygotsky (1988) o indivíduo constrói pessoalmente os seus conhecimentos nas interações com outros atores sociais e a partir das interações com os instrumentos presentes na sociedade.
O uso da web 2.0 contribui para o indivíduo desenvolver suas compreensões sobre o mundo e sobre a cultura em que vive, além de provocar transformações nas formas de perceber e apreender a realidade.
Os novos caminhos configurados com os elementos tecnológicos, potencialmente, ampliam as maneiras com que os indivíduos realizam algumas atividades, as formas de interação e os espaços de socialização de saberes emoções, afirmações, investigações e indagações.
As atuais tecnologias de comunicação e interação apresentam novas possibilidades para o indivíduo vivenciar processos criativos, estabelecendo aproximações e associações inesperadas, juntando significados anteriormente desconexos e ampliando a capacidade interlocução por meios das diferentes linguagens que tais recursos propiciam.
Hoje existe a necessidade de se oferecer alternativas para que o cidadão possa representar e expressar o conhecimento e, assim, aprender a orientar-se e a encontrar referências que permitam, de forma significativa, analisar, selecionar, interpretar e fazer uso da avalanche de informações que recebe diariamente.
Utilizar a internet é potencializar a interpretação do que está sendo aprendido a partir de diferentes pontos de vista, favorecendo a tomada de consciência dos cidadãos sobre si mesmo e sobre o mundo do qual fazem parte.
setembro 13th, 2010 at 1:49 PM
Infelizmente, hoje em dia, o uso da tecnologia e da internet, aqui no Brasil, ainda se restringe a uma parte minoritária da sociedade. As camadas mais pobres(maioria da população brasileira), que estão excluídas do acesso à educação e à informação, caso haja a implantação de um governo 2.0, também ficarão impossibilitadas de participar efetivamente da vida política do país, ficando a minoria da população responsável, como já ocorre. Portanto, para que essa implantação seja eficaz, é imprescindível que haja uma mudança profunda na base da educação escolar, onde o ensino seja voltado para a formação de cidadãos questionadores, possuidores de senso crítico em relação à sociedade que pertecem e conhecedores dos seus direitos e obrigações. Só assim, através desse conhecimento e com as ferramentas tecnológicas disponíveis ao seu uso, se tornariam capazes de participar ativamente do governo: opinando, cobrando das autoridades políticas e, principalmente, fiscalizando a gestão, as políticas e serviços públicos.
julho 26th, 2011 at 12:20 PM
A implantação do governo 2.0 é mais do que uma necessidade, é um direito do povo e um dever do estado em oferecer canais amplos de acesso à gestão da coisa pública. Medidas como orçamento participativo, controle social dos gastos públicos, inclusive a divulgação em sites dos salários de servidores públicos, especialmente do Poder Judiciário (um refúgio de marajás, devem ser cada vez acessíveis ao povo.
julho 26th, 2011 at 2:55 PM
Você está completamente certo, Gabriel. Mas eles querem obscuridade, eles querem poder roubar.
A tecnologia é ponto chave para um governo transparente. Mas eles querem criar leis de cibercrimes para que eles possam controlar através de códigos fechados, o que passa pelos sistemas, além disso, querem grampear a população (que é o que ocorrerá, se a lei de cibercrimes for aprovada). Isso evita a transparência.
No Brasil, existe um grupo independente chamado Transparência Hacker, que busca desenvolver projetos para um governo transparente. É muito interessante:
http://thacker.com.br/blog
Abraços!